• Flávia Esper

Você se sente perdido(a)?


Lembra quando você era criança e alguém lhe perguntava: "o que você quer ser quando crescer?" Crescer nos abre a possibilidade para ser o que quisermos. Mas, às vezes, nos perdemos do que queríamos. Você está sendo o que quer ser? A criança que você foi teria orgulho do(a) adulto(a) que você se tornou?

Se a resposta for "sim", você, provavelmente, está afinado(a) com sua missão. Se a resposa for "não", vale a pena parar e comparar o que você deseja ser com o que é hoje. Esse exercício, que pode ser feito por escrito, com colagens ou mesmo com desenhos, não é para fazer você se sentir triste, culpado(a) ou paralisado(a). Pelo contrário, só quando tomamos consciência de que nos afastamos do caminho da nossa alma é que podemos voltar para ele e nos alegrarmos com a vida.

Pense nisso como um desvio. Você estava em uma estrada, mas fez um desvio, sem perceber. Enquanto não percebemos que não estamos na estrada original, não podemos voltar para ela. Aos poucos, vamos nos sentindo perdidos(as), percebemos que não estamos chegando ao destino que buscávamos. Notamos que algo está errado. É só a partir desse momento que podemos tentar voltar para o caminho original.

Enquanto não percebemos o desvio ou achamos que o caminho que pegamos pode nos levar aonde queremos, continuamos nele. Algumas vezes, conseguimos encontrar o retorno para a estrada original sozinhos(as). Em outras, estamos tão afastados(as) dele, que precisamos de ajuda. Podemos pedir informações, procurar um mapa, pensar sobre em que ponto do percurso tomamos a decisão que nos levou a sair da rota ou mesmo pedir auxílio a alguém que conheça melhor a estrada.

Da mesma forma, quando nos sentimos perdidos(as) na vida, é importante parar e refletir sobre em que momento nos desviamos de nossa essência. Podemos perder a conexão com nossa sabedoria interior, movidos por medos, pressões externas, necessidade de aceitação... E acabamos nos sentindos perdidos(as), vivendo sem sentido, como se não estivéssemos sendo nós mesmos(as). Quando e por que motivo nos desviamos do caminho de nossa alma? E, mais importante que todos os porquês, como podemos voltar para ele?

Assim como acontece na estrada, há momentos em que precisamos pedir ajuda para enxergar onde nos desviamos de nós e como podemos retornar a um caminho mais afinado com nossa essência. É claro que, assim como quando estamos caminhando ou dirigindo, os outros só poderão nos dar indicações, pistas, ajudar a enxergar ou até nos acompanhar, mas não podem fazer o caminho por nós. Cabe a nós mesmos(as) fazermos o percurso que nos leva de volta à direção original da nossa alma.

E sobre o tempo perdido no desvio? Bem, na verdade, nenhum tempo é realmente perdido. Quando pegamos outros caminhos, por mais que nos afastemos de aonde queríamos chegar, acabamos conhecendo outras paisagens e sensações. Passamos por outras vivências, experimentamos como é estar desconectados de nós mesmos(as). Experimentamos o sofrimento de passar por cima da nossa essência tentando agradar ao mundo, por exemplo. Entramos em contato com a sensação de precisar de ajuda ou do incômodo que é não estarmos sendo quem somos. Passamos a dar mais valor à nossa própria verdade, pois sentimos a diferença que é viver a própria essência.

Se você se desviou do seu caminho, volte. É sempre possível voltar, por mais que você tenha se afastado. Seja quem você quer ser. Não desista de você. Você já é grande e pode tomar a direção da própria vida para chegar aonde quer. Quem você quer ser agora que cresceu?

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